top of page
Buscar

Metano em aquĆ­feros brasileiros

  • Foto do escritor: SACRE
    SACRE
  • 1 de set. de 2025
  • 2 min de leitura

Pesquisador do SACRE apresenta descoberta em um dos principais eventos cientĆ­ficos mundiais


Isabela Batistella


PoƧo de monitoramento do SACRE no Horto Florestal (Fonte: Isabela Batistella)
PoƧo de monitoramento do SACRE no Horto Florestal (Fonte: Isabela Batistella)

Pesquisadores do SACRE (Soluções Integradas de Água para Cidades Resilientes) identificaram concentrações elevadas de metano em Ôguas subterrâneas no Horto Florestal, Ôrea preservada no município de Bauru, em São Paulo. A descoberta, apresentada em um dos principais encontros científicos do mundo, o Japan Geoscience Union Meeting (JpGU), no Japão, chama atenção para processos invisíveis que conectam a gestão da Ôgua no Brasil às mudanças climÔticas globais. 

Mais do que um dado tĆ©cnico, a descoberta reforƧa a importĆ¢ncia de monitorar as Ć”guas subterrĆ¢neas nĆ£o apenas para consumo humano, mas tambĆ©m para compreender seu papel no equilĆ­brio climĆ”tico, como faz o projeto SACRE. ā€œO metano ajuda a revelar processos invisĆ­veis na Ć”gua subterrĆ¢neaā€, diz Vinicius Rogel, pesquisador responsĆ”vel pelo estudo. ā€œNos mostra que a gestĆ£o hĆ­drica e o debate climĆ”tico precisam caminhar juntosā€.Ā 

Embora não seja considerado poluente direto para consumo humano, o metano em altas concentrações pode representar riscos em ambientes confinados, como poços de monitoramento e estruturas subterrâneas. Ele funciona como um sinalizador de processos químicos que ocorrem no subsolo, relacionados ao carbono, ao nitrogêneo e à dinâmica entre rios e aquíferos, conforme explica Rogel, pesquisador de doutorado direto que atualmente representa o SACRE na Universidade de Hiroshima, no Japão.

Para a ciĆŖncia, o estudo revela que mesmo Ć”reas florestais preservadas, vistas como ā€˜intactas’, podem ser fontes naturais de baixa produção de metano. Essa constatação amplia o debate internaciconal sobre fontes de gases de efeito estufa, jĆ” que o metano tem impacto climĆ”tico mais forte que o gĆ”s carbĆ“nico.

A pesquisa foi realizada no Horto Florestal de Bauru e apontou para concentrações de metano maiores durante o verão, acima de 40 mg/L, o que supera o limite segurança de 10 mg/L. As anÔlises apontaram forte correlação entre o gÔs e fatores como carbono orgânico dissolvido, nitrogênio, temperatura e condutividade elétrica, sugerindo a importância da matéria orgânica florestal e das condições químicas do solo na geração de metano. A próxima etapa é entender quais processos predominam na produção do gÔs: a decomposição de resíduos florestais vinculados a processos de redução do dióxido de carbono e/ou decomposição do acetato ou características geológicas da região.


Ā 
Ā 
Ā 

FAPESP Processos 2020/15434-0 e 2022/00652-7, CNPq 423950/2021-5

Logo do projeto
bottom of page