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Bauru discute novos caminhos para o abastecimento e destaca contribuições do SACRE

  • Foto do escritor: SACRE
    SACRE
  • 14 de jan.
  • 2 min de leitura

Presença do professor Ricardo Hirata em Audiência Pública na Câmara Municipal reforça o papel da ciência nas decisões sobre o futuro da água na cidade


Isabela Batistella


Professor Ricardo Hirata e vereador Júnior Rodrigues durante Audiência Pública na Câmara Municipal de Bauru (Fonte: Isabela Batistella)
Professor Ricardo Hirata e vereador Júnior Rodrigues durante Audiência Pública na Câmara Municipal de Bauru (Fonte: Isabela Batistella)

No dia 9 de dezembro de 2025, a Câmara Municipal de Bauru discutiu, em uma Audiência Pública, a situação hídrica do município. As contribuições do Projeto SACRE | Soluções Integradas de Água para Cidades Resilientes foram um dos eixos centrais da discussão. Durante o encontro, o coordenador do projeto, o professor Ricardo Hirata, apresentou explicações técnicas sobre o funcionamento das fontes hídricas do município – os aquíferos Bauru e Guarani e a captação superficial do Rio Batalha. Hirata apontou os riscos associados às pressões urbanas e os fatores que influenciam a qualidade da água subterrânea, oferecendo subsídios científicos para orientar decisões sobre o abastecimento da cidade.

O encontro reuniu vereadores, representantes do Departamento de Água e Esgoto (DAE), da Secretaria do Meio Ambiente e pesquisadores do projeto. A Prefeitura e o Legislativo buscaram informações para orientar decisões de curto e médio prazo, e a participação do SACRE trouxe elementos técnicos que ampliaram a compreensão de processos subterrâneos que condicionam a segurança hídrica da cidade. Hirata afirma que Bauru pode combinar respostas de curto, médio e longo prazo. “O projeto subsidia decisões técnicas e políticas sobre água”, diz. “Trabalhamos para que o município adote alternativas compatíveis com o comportamento do aquífero”. 

Hirata alerta que a contaminação mais frequente no subsolo ocorre por fossas e vazamentos de esgoto. “A rede costuma perder entre 5 e 10% do volume, índice suficiente para atingir zonas rasas do aquífero”, detalha. O risco cresce onde poços e fossas coexistem sem distância adequada, principalmente em áreas vulneráveis. 

A audiência também discutiu dúvidas sobre cemitérios e seus possíveis impactos na água subterrânea. Hirata esclarece que os contaminantes liberados pela decomposição percorrem distâncias curtas e sobrevivem pouco tempo no aquífero. “O risco associado ao cemitério é pequeno para uma cidade como Bauru”, diz. “Uma fossa séptica mal construída apresenta ameaça maior”. 

As contribuições do SACRE são referência para decisões sobre perfuração de poços, definição de zona de proteção, avaliação de qualidade da água e planejamento de alternativas. Análises químicas, simulações e estudos apresentados na audiência contribuem para a base técnica das próximas etapas da gestão, que incluem estudos integrados entre o DAE, a Prefeitura e a equipe de pesquisa.

 
 
 

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FAPESP Processos 2020/15434-0 e 2022/00652-7, CNPq 423950/2021-5

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